Obesidade X Câncer de Mama

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por ISMD

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres em todo o mundo. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2017, foram contabilizadas 16.927 mortes, sendo 16.724 mulheres.

São vários fatores que aumentam o risco da doença. A idade é uma das mais importantes causas: cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Obesidade, sobrepeso após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebida alcóolica, casos de câncer na família são outros fatores que merecem atenção.

Um dado chama a atenção: de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 53% da população brasileira está acima do peso. Outro fator preocupante é que, até 2025, o Brasil terá 29 mil casos de câncer relacionados à obesidade, segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A obesidade contribui para maior prevalência do câncer de mama, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Vários estudos demonstraram que a obesidade abdominal (maior concentração de gordura no abdômen), leva a um maior risco de desenvolvimento de vários tipos de câncer, dentre eles, o câncer de mama. Tal fato ocorreria por diversos fatores, mas principalmente pelo excesso dos níveis de insulina. Este depósito de gordura faz com que o hormônio fica mais resistente e, dessa forma, há uma necessidade de aumento dos seus níveis. Dessa forma, aumenta o risco de câncer de mama.

Outubro Rosa

Portanto, o diagnóstico precoce é o ideal para evitar complicações em qualquer tipo de câncer. E pensando neste aspecto, o mês de outubro tem a cor rosa. A campanha Outubro Rosa é celebrada, mundialmente, todos os anos e tem como objetivo compartilhar informações, promovendo a conscientização sobre a doença e alertando a sociedade sobre o diagnóstico precoce da doença.

De acordo com o INCA, diagnosticar o câncer precocemente aumenta as chances de cura: 95% dos casos identificados em estágio inicial podem ser curados. Não deixe de fazer mamografia. O exame preventivo é recomendado a partir dos 40 anos, com intervalo de 1 a 2 anos, caso não haja histórico familiar de câncer de mama. Se existir casos na família, é indicado realizar o exame todos os anos, a partir dos 35 anos. Na dúvida, procure seu médico!

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