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Estudo realizado em camundongos sugere meio para acelerar terapia no tratamento da depressão

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ISMD
por Marketing ISMD

O que caracteriza a depressão é principalmente a sensação de perda do sentimento de felicidade. A pessoa deixa de sentir prazer em tudo que gostava, desaparece o prazer de se alimentar, a sexualidade fica anestesiada e não há mais crença no amor. A pessoa perde a criatividade, não consegue acompanhar um filme ou ler um livro que tanto apreciava. Acorda de manhã com a mente invadida por idéias negativas e catastróficas, quer permanecer na cama e a sensação de angústia se aprofunda. O futuro torna-se incerto e aterrorizador. Nada mais pode dar certo, e tudo se passa como se a própria alma houvesse partido. Há um sentimento persistente de medo do futuro, a mente só antecipa acontecimentos catastróficos e negativos.
Os antidepressivos podem levar várias semanas para mostrar resultados nos pacientes. Cientistas da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, encontraram um modo em potencial de encurtar esse intervalo modificando proteínas, de acordo com o “Journal of Neuroscience”.
A proteína CREB foi implicada na fisiopatologia da depressão e na eficácia dos antidepressivos. Contudo, sempre que a CREB é removida, outra proteína muito proximamente relacionada, a CREM, é suprarregulada.
Os pesquisadores estudaram camundongos nos quais a proteína CREB foi removida somente no hipocampo versus camundongos do tipo selvagem nos quais a CREM estava super-expressa. Os camundongos, anteriormente treinados para comer um petisco dentro de suas gaiolas, foram colocados em gaiolas diferentes para deixá-los ansiosos. Eles receberam o petisco novamente e o tempo necessário para que o camundongo se aproximasse dele foi registrado. Nos camundongos tratados com a droga antidepressiva por pelo menos três semanas, o tempo levado pelos animais para se aventurarem a pegar o petisco caiu significativamente. Mas nos camundongos com remoção de CREB ou suprarregulação de CREM, essa redução do tempo ocorreu em um ou dois dias.
“Nossos resultados sugerem que a ativação de CREM pode proporcionar um modo de acelerar a eficácia terapêutica dos tratamentos antidepressivos atuais”, disse a pesquisadora principal, Julie Blendy. O próximo passo dos pesquisadores é identificar genes alvo exclusivos da CREM que possam levar ao desenvolvimento de antidepressivos com ação mais rápida.

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