Como conduzir uma entrevista psiquiátrica

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Avaliação psiquiátrica

Saber guiar adequadamente uma entrevista psiquiátrica é essencial para o sucesso do acompanhamento médico e evolução do paciente.  A Psiquiatria é a área da Medicina que está voltada à identificação e ao tratamento do sofrimento de alterações e doenças mentais. Para isso, o psiquiatra trabalha com instrumentos completamente abstratos, o que o diferencia das demais áreas da Medicina.
A avaliação psiquiátrica, através desses instrumentos, é inicialmente baseada no contato do psiquiatra com o paciente. Esse contato vai desde a identificação da aparência, atitude, da forma de falar e de se posicionar, até, posteriormente, na identificação minuciosa do funcionamento psíquico do paciente.
Para realizar a avaliação é imprescindível que haja a composição da história da doença atual e a da vida do paciente. É importante conhecer quais são os seus antecedentes pessoais e qual seu ponto de vista sobre o que acontece em sua vida.
A maneira que ele expõe sua opinião sobre seus familiares, acompanhantes, colegas de trabalho, dentre outros, diz sobre sua percepção exterior. Esta percepção é um dado importante que compõe sua anamnese e história.
A construção da hipótese diagnóstica feita pelo psiquiatra se dá através da anamnese, da reunião de dados mensuráveis, relatados e observáveis. A identificação,  a queixa da moléstia, a história dos sintomas, os antecedentes pessoais, hábitos, comorbidades clínicas, o exame físico e o exame psíquico são as principais ferramentas para a elaboração da hipótese diagnóstica.
Postura do psiquiatra
Sabendo da importância da abertura e confiança que o paciente precisa ter para compartilhar essas informações tão íntimas, o psiquiatra precisa se posicionar da maneira correta. Ele não deve agir de maneira ameaçadora e investigativa.
Posicionar-se de forma isenta, além de ter empatia, é fundamental. Vale salientar que a empatia, que é a possibilidade de se colocar no lugar do outro e de se comunicar com o sofrimento do outro, com o psiquismo do outro, são ferramentas fundamentais para o trabalho clínico de um bom psiquiatra.
Dentro da Psiquiatria as normas de gerenciamento do tempo e da consulta são elementos secundários. O elemento essencial da entrevista e da consulta psiquiátrica é o estabelecimento da empatia e consequentemente da possibilidade de interação ou isenta observação do paciente psiquiátrico.
As circunstâncias de cada atendimento, seja em consultório, emergência, hospital etc., irão orientar ou até determinar o posicionamento e a atitude do psiquiatra.
Aperfeiçoamento profissional
Compreendendo a importância da experiência de atendimento, a pós graduação do ISMD oferece aos alunos a prática necessária para sua formação. Inicialmente o aluno tem uma ampla apresentação de como  deve ser feita uma boa anamnese psiquiátrica, como conduzir um raciocínio psiquiátrico e uma consulta nos vários settings de atendimento.
O ISMD oferece experiência aos alunos em atendimento ambulatorial, emergencial e em enfermaria. A vivência na prática psiquiátrica no ISMD é bastante abrangente. O ISMD, como instituição num todo, prima pela oferta de cursos que, além de solidamente formatados e compostos, trabalham dentro de normas éticas, técnicas e humanísticas muito complexas e completas.
Então, o desde o primeiro dia, o aluno da Psiquiatria do ISMD é orientado e conduzido a ter uma atitude empática tecnicamente sólida e humana em relação ao paciente, aos familiares, e enfim, a todo o contexto que o portador de doença mental pode estar inserido.
 

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