Envelhecimento Capilar

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    Envelhecimento Capilar

     

    MUITOS PACIENTES SE PREOCUPAM EM EVITAR o envelhecimento da pele usando filtros solares, antioxidantes e cremes anti-idade. Mas, e os cabelos?

     

    Em geral, os pacientes nos procuram devido à queda acentuada dos cabelos ou alterações na textura como ressecamento e cabelos quebradiços, ou seja, se preocupam apenas com o que acontece com o cabelo fora da pele, enquanto nossa preocupação está lá dentro da pele, na “vida secreta”do folículo capilar.

     

    Há muito se sabe que os radicais livres são moléculas altamente reativas com elétrons desemparelhados que podem danificar de forma direta várias estruturas da membrana celular, lipídios, proteínas e até mesmo nosso DNA. Nosso organismo possui mecanismos endógenos, como enzimas antioxidantes (superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase) e moléculas antioxidantes não enzimáticas (Vitamina E, Vitamina C, glutationa e ubiquinona). Com a idade, a produção de radicais livres aumenta e os mecanismos de defesa endógenos diminuem. Esse desequilíbrio leva ao dan o progressivo de estruturas celulares, resultando presumidamente no envelhecimento fenotípico, que nos cabelos se manifesta pela redução da atividade melanocítica (canície) e diminuição da produção capilar (alopecia).

     

    À medida que envelhecemos, nossos cabelos também envelhecem e fazem parte desse envelhecimento fatores intrínsecos como pré-disposição genética à canície prematura ou à alopecia androgenética, e fatores extrínsecos como radiação ultravioleta, o tabagismo e má nutrição.

     

    Um estudo publicado no International Journal of Thrichology em 2009, defende a teoria dos radicais livres no acinzentamento dos cabelos. De acordo com esse estudo, a atividade melanogênica dos melanócitos bulbares, que em alguns folículos chega a ser contínua por mais de 10 anos, parece ser responsável por gerar grandes quantidades de oxigênio reativo devido à hidroxilação da tirosina e oxidação da DOPA em melanina. Quando o excesso desse oxigênio reativo não é removido de forma adequada por um sistema antioxidante efetivo, ele vai gerar stress oxidativo significatnte no melanócito bulbar.

     

    Novos estudos sobre o papel e a prevenção do stress oxidativo podem levar a novas estratégias para a prevenção e talvez à reversão do processo de envelhecimento capilar (acinzentamento e alopecia ligada à idade). Muitos compostos antienvelhecimento estão sendo estudados, entre eles existem moléculas carregadoras de fotoprotetores capazes de proteger os fios dos danos solares, suplementação com antioxidantes orais (L-Cistina e L-metionina) e o uso tópico da melatonina, que em alguns estudos se mostrou o primeiro produto anti-idade contra o envelhecimento do couro cabeludo, podendo inclusive influenciar no crescimento do cabelo.

     

     Por
     
    Dra. Patrícia Lycarião

    Preceptora da Pós-graduação do ISMD de Belo Horizonte

    CRM: 53350

     

     

     

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