Qual a diferença entre hipertireoidismo e hipotireoidismo?

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  • Qual a diferença entre hipertireoidismo e hipotireoidismo?

    tireoide

    Cerca de 15% da população sofre com problemas na tireoide, o que coloca essas doenças entre as que mais atingem os brasileiros, principalmente o sexo feminino, de acordo com o censo do IBGE, Outro dado da instituição afirma que cinco milhões de mulheres não sabem que tem algum tipo de disfunção na tireoide por falta de conhecimento dos sintomas.

    A tireoide é uma glândula localizada no pescoço, bem na frente dele, que produz hormônios que regulam o funcionamento de células de várias partes de nosso corpo. E quando essa glândula sofre há um mau funcionamento dela, ocasionando um hipotireoidismo. No caso de pouca produção de hormônios, ou um hipertireoidismo, quando a tireoide produz hormônio em excesso. Hipo – pouco, hiper- muito, como ensina a Dra. Claudia Chang, coordenadora da pós-graduação em Endocrinologia do ISMD, doutoranda em endocrinologia (USP) e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

    A causa mais comum do hipertireoidismo é uma doença autoimune (em que o próprio corpo produz anticorpos que “atacam” o órgão) chamada Doença de Graves. Outras causas do hipertireoidismo incluem o bócio multinodular (aumento do volume da glândula que leva a produção excessiva dos hormônios), os tumores da glândula tireoide, da glândula pituitária, dos testículos ou dos ovários, a inflamação da tireoide resultante de uma infecção viral ou outra inflamação, a ingestão de quantidades excessivas de hormônio tireóideo e a ingestão excessiva de iodo. Várias substâncias com altas concentrações de iodo, tais como comprimidos de alga, alguns expectorantes e amiodarona (medicação utilizada no tratamento de arritmias cardíacas) podem, ocasionalmente, causar hipertireoidismo.

    Os principais sintomas do hipertireoidismo são:

    - taquicardia,

    - perda de apetite,

    - perda de peso importante,

    - nervosismo, ansiedade e inquietação,

    - intolerância ao calor,

    - sudorese aumentada,

    - fadiga e cãibras musculares,

    - evacuações frequentes,

    - irregularidades menstruais,

    No hipotireoidismo ocorre a deficiência dos hormônios da tireoide, que pode potencialmente afetar o funcionamento de todo o corpo. A taxa de funcionamento normal do corpo diminui causando lentidão mental e física. Os principais fatores de risco são idade superior a 50 anos, sexo feminino, obesidade, cirurgia de retirada da tireoide e exposição prolongada a radiação.

    O grau de severidade pode variar de leve, apresentando um quadro de depressão em que o diagnóstico de hipotireoidismo pode passar desapercebido, até a forma mais grave, denominada mixedema, caracterizada pelo inchaço de todo o corpo e que constitui uma emergência médica. As causas mais comuns de hipotireoidismo são: doença de Hashimoto (uma doença autoimune); tratamento do hipertireoidismo com iodo radiativo; retirada cirúrgica da tireoide para tratar hipertireoidismo ou tumor; uso prévio de medicamentos antitireóideos; pós-parto (transitório em 60-70% dos casos); uso de certos medicamentos como lítio, amiodarona, iodeto e interferon alfa; deficiência na regulação da glândula; inflamação da tireoide; deficiência de iodo (substância importante para a produção dos hormônios tireoidianos) e resistência generalizada ao hormônio tireóideo.

    Os principais sintomas do hipotireoidismo são:

    - fraqueza e cansaço,

    - intolerância ao frio,

    - intestino preso,

    - ganho de peso,

    - depressão,

    - dor muscular e nas articulações,

    - unhas finas e quebradiças,

    - enfraquecimento do cabelo,

    - palidez.

    Neste caso, como detectar alguma anomalia na tireoide? É preciso estar alerta aos sintomas. Quando é hipotireoidismo, a pessoa sente cansaço, fraqueza, sonolência indisposição, ressecamento intestinal, depressão, unhas e cabelos quebradiços e, no caso das mulheres, também irregularidade menstrual. Já o hipertireoidismo é detectado pela irritabilidade, tremores nas mãos, palpitação, sudorese aumentada, agitação, insônia, irregularidade menstrual, diarreia. Esses sintomas precisam de mais exames para a confirmação do diagnóstico, pois são comuns para outras doenças.

    Em ambos os casos, o tratamento não é complicado, necessita que seja feito por longos períodos e, em alguns casos, ter acompanhamento pela vida toda. Mas nada que impossibilite o paciente de ter uma vida normal.

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